Na hora de comprar um ar condicionado, a dúvida quase sempre aparece: inverter ou convencional? A diferença de preço pode chegar a 40% — mas a escolha errada pode custar muito mais na conta de luz ao longo dos anos. Vamos explicar do ponto de vista técnico.
O ar condicionado convencional (on/off) opera em apenas uma velocidade. O compressor liga na potência máxima até atingir a temperatura desejada, depois desliga completamente. Quando a temperatura sobe novamente, religar na potência máxima. Esse ciclo repetido consome energia nos picos de partida e desgasta o compressor mais rapidamente.
O inverter usa um compressor de velocidade variável. Em vez de ligar e desligar, ele reduz a rotação quando a temperatura desejada é atingida — mantendo-a de forma contínua com baixíssimo consumo. Pense como um carro em velocidade de cruzeiro versus um que só sabe andar em primeira marcha e parar.
Em uso intenso (8h/dia), um inverter pode consumir até 35% menos energia do que um convencional equivalente. Para um aparelho de 12.000 BTUs em São Paulo, a diferença pode representar R$ 80 a R$ 150 por mês a menos na conta de luz. Em 2 anos, o investimento extra no inverter se paga.
O compressor inverter sofre menos stress mecânico por não ter partidas bruscas repetidas. Em termos de vida útil, aparelhos inverter tendem a durar 2 a 3 anos a mais com manutenção equivalente.
Para uso muito esporádico (menos de 3h/dia em dias alternados), o tempo de payback do inverter pode ser longo demais. Também para instalações temporárias ou orçamento muito restrito, o convencional ainda é uma opção válida. Para qualquer uso regular, o inverter sempre compensa.
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